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As dúvidas do senador entre disputar prefeitura ou compor com PT de Lula

Apoiador do governo Bolsonaro no Senado, senador Vanderlan (foto divulgação) admite compor com o PT de Lula, em Goiânia.

Ao admitir, novamente, desistir de concorrer e apoiar a pré-candidata Adriana Accorsi (PT) à Prefeitura de Goiânia, em 2024, com o compromisso de reciprocidade do partido a eventual candidatura dele ao governo, ou à reeleição em 2026, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) passa a impressão de estar bastante confuso em relação ao seus próximos passos na política. Iniciado na atividade em 2004, ao se eleger prefeito de Senador Canedo, o senador ainda contribui para baixar o astral dos seus seguidores, com esse tipo de posicionamento precoce. Era de se esperar que essa aliança viesse a ocorrer no 2º turno, caso ele seja candidato e não se classificar para a fase final da eleição.

É natural que o senador possa estar antevendo o grau de dificuldades que terá de enfrentar na campanha em Goiânia, na hipótese de confirmação da sua candidatura na capital. A principal dificuldade deverá ser a de encontrar partidos para estruturar uma aliança com musculatura suficiente que lhe garanta tempo para a propaganda eleitoral na TV e no rádio. Além de ajudá-lo na mobilização de rua na busca do voto. Some-se isso a pequena fração do bolo dos recursos a que terá direito nos recursos do Fundo Eleitoral (fundão), destinados ao financiamento das campanha. Até que talvez este último item não seja um grande problema para o senador, tendo em vista tratar se de um empresário de muitas posses.

A priori, duas candidaturas deverão polarizar as atenções na campanha deste ano em Goiânia: a da base, apoiada pelo União Brasil, que reunirá os partidos da centro-direita – independentemente de quem for escolhido candidato – e a do PT, que deverá reunir a maioria dos partidos de esquerda. A primeira deverá reunir todos os partidos da base do governo estadual, tendo com trunfo o peso da liderança do governador Ronaldo Caiado na capital, o que não é pouca coisa. Segundo a última pesquisa divulgada recentemente, Caiado é o governador mais bem avaliado do País, com 72%.

Uma terceira via na corrida pela sucessão do prefeito Rogério Cruz (Republicano) é a provável candidatura do deputa Gustavo Gayer (PL), que vem se despontando entre os quatro primeiros colocados nas pesquisas, até agora. Se ele conseguir arrebatar os votos dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonro, poderá até surpreender. Mas ainda é cedo para se fazer qualquer previsão sobre o desenrolar da campanha.

O senador Vanderlan foi eleito na coligação com o MDB, em 2018. Mas em 2026 ele não terá mais o apoio do partido do vice-governador, Daniel Vilela, que é o candidato natural à sucessão do governador. Sem apoio do MDB e União Brasil, na corrida eleitoral de 2026, Vanderlan deverá ter a mesma dificuldade numa eventual disputa para cargo majoritário (senador ou governador). Uma eventual aliança com o PT do presidente Lula poderá dar peso ao seu projeto. Entretanto, não se deve perder de vista as dificuldades eleitorais do Partido dos Trabalhadores em Goiás.

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